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Dia Nacional do Trabalhador da Saúde em Angola

Homenagem à memória do Dr. Américo Boavida

A data da morte do Dr. Américo Boavida, 25 de Setembro de 1968, foi escolhida para institucionlizar o "Dia Nacional do Trabalhador da Saúde em Angola".

A Nova Etapa saúda todos os Trabalhadores da Saúde em Angola e homenageia a memória do Dr. Américo Boavida, pelo que fez pela saúde e pela defesa dos direitos das pessoas.

Temos tido o privilégio de colaborar com o Minstério da Saúde em Angola, principalmente com o Hospital Américo Boavida e com a Clínica Multiperfil, e daí não podermos deixar passar esta data sem lembrar palavras do Dr. Américo Boavida: "as pessoas valem pelo seu valor intrínseco e não pelo valor que os outros lhes dão".

É importante que os profissionais da saúde em Angola desenvolvam as suas competências e acreditem nelas, mas que tenham sempre presente que a razão de ser da sua existência são os doentes. Prestar serviços de qualidade e mais humanizados deve ser o seu grande objectivo e que neste dia deve ser lembrado.

Uma saudação a todos os que trabalham na saúde e em especial aos que têm feito formação com a Nova Etapa.

A Direção da Nova Etapa

 

Dr. Américo Boavida 1923-1968

Síntese Bibliográfica

Américo Alberto de Barros e Assis Boavida nasceu em Luanda a 20 de Novembro de 1923.
Depois dos estudos secundários no Liceu Salvador Correia, partiu para Portugal onde em 1952 se licenciou em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Ainda em Portugal, especializou-se em Medicina Tropical, no Instituto de Medicina Tropical de Lisboa, e em Saúde Pública, no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge. Em 1954, antes de regressar a Angola, fez o estágio em Ginecologia na Faculdade de Medicina da Universidade de Barcelona, em Espanha.
Regressado a Angola em 1955, optou por exercer medicina por conta própria, ficando conhecido por receber no seu consultório pacientes de condição social desfavorecida que tinham assim a assistência que dificilmente conseguiriam de outro modo. Casou em Lisboa, em 1958, com Maria da Conceição Deolinda Dias Jerónimo que havia conhecido em Luanda, frequentando então novo estágio em Barcelona em Ginecologia. Em 1960, resultado da pressão exercida pela polícia política portuguesa em Luanda, e receando o perigo anunciado por um rumor que propagava a sua eminente prisão, partiu para Paris para um estágio de três meses na Clínica Ginecológica do reputado Hospital Broca, ligado à Universidade de Paris.
Vai para Conacry, ainda em 1960, quando o MPLA começa a organizar-se. No primeiro Comité Director do MPLA junto com Viriato da Cruz, Mário Andrade e Lúcio Lara, estavam três médicos: Eduardo dos Santos, na defesa e segurança, Hugo de Nenezes e Américo Boavida, ambos nas relações exteriores.
Coube a Américo Boavida ser escolhido para dirigir o Corpo Voluntário Angolano de Assistência aos Refugiados (CVAAR) que havia de ser criado em Léopoldville, onde desempenha um papel activo.
Em 1963 — profundamente abalado por uma grave crise no seio da direcção do MPLA — abandonou Léopoldville fixando-se em Rabat, capital de Marrocos, onde residiu durante quase três anos e onde escreve o livro “Angola, cinco séculos de exploração portuguesa”. Em 1965 cumpriu um estágio no Instituto Checoslovaco de Aperfeiçoamento de Médicos, em Praga, e, no ano seguinte, fez um curso de pós-graduação em Planeamento Familiar em Estocolmo, onde participou como delegado ao 5.º Congresso Mundial sobre Fertilidade e Esterilidade.
O seu único filho, Mudumane Diógenes Van-Dúnen Boavida, nasce a 13 de Outubro de 1965.
Em 1967 responde a um apelo lançado pela direcção do MPLA para a abertura da Frente Leste na Guerra de Independência de Angola, onde eram necessários médicos e onde Américo Boavida desenvolveu uma extenuante acção médico-sanitária em vastas regiões, organizando os Serviços de Assistência Médica do MPLA.
Na manhã do dia 25 de Setembro de 1968, Américo Boavida foi vitimado por um bombardeamento aéreo do exército português à “Base Hanói II” do MPLA, onde se encontrava.
O nome de Américo Boavida é hoje associado ao Hospital Universitário de Luanda, e também à rua onde morava na infância. A data da sua morte foi escolhida para institucionalizar em Angola o “Dia Nacional do Trabalhador da Saúde”.

 

 
 
 
 
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Américo Boavida

 
 
 
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