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PEDAGOGIA

PEDAGOGIA

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A Arte Pedagógica
O Bom Pedagogo


A ARTE PEDAGÓGICA

Perguntaram-me se os  docentes devem ser homens ou mulheres de saber e de experiência e não artistas? Ainda estava a refletir sobre a questão e surgiu outra pergunta:  Deverá a pedagogia assumir-se como um saber ordenado, ou desordenado, estruturado ou desestruturado, ou conter um pouco de ordem, desordem, estrutura e desestrutura.

Por estranhas que as perguntas possam parecer, elas tem razão de ser. Porquê? Porque se refletirmos bem, a pedagogia assume um caráter de sugestão, na qual o docente se empenha para procurar a adesão de todos os participantes. Sendo assim ela é um processo difícil de determinar, uma mistura de ciência, de arte e até de folclore!

Os docentes  têm em comum com o artista a intuição, a capacidade de comunicação e de criação. Tal como o artista, que para além da inspiração, utiliza determinadas técnicas e habilidades, também os professores ou formadores, realizam um ideal,  ao porem em evidência um certo número de processos que contribuem para o êxito ou inêxito do sistema educativo. O seu modo de atuar não pressupõe apenas cultura, saberes, experiências, mas também imaginação, intuição, capacidades de improviso,  de comunicação não-verbal e humor, que são afinal também virtudes do artista.

Sendo assim a ação pedagógica aproxima-se da arte. A arte pedagógica tem a ver com a altura em que é exercida.  A sociedade,  o tempo disponível. As estratégias e os métodos e técnicas utilizados, os meios pedagógicos, a liberdade concedida ou o condicionamento, e principalmente com os participantes e as sinergias que vão criando e claro com os objetivos  a alcançar.

António Mão de Ferro

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O BOM PEDAGOGO

Os conceitos pedagógicos parecem ter-se afastado de docentes, dos alunos e do mundo do trabalho. Seria bom que os Agentes de ensino, contemplassem à distância aquilo que têm deixado escapar.
Não se sentissem prisioneiros nem intimidados. Interpretassem a situação e atuassem com dinamismo. Os Professores, Formadores e Tutores, terão de fazer intervenções ao nível técnico didático, mas também dos comportamentos, mas em nosso entender devem dispensar-se de fazer divagações eternas, porque estas raramente conduzem a alguma coisa. É necessário encararem a situação com entusiasmo, modificá-la, mas não o fazerem como se estivessem a aplicar cataplasmas, ou emplastros a fanfarronar ou a enredar-se em exageros e mentiras em que ninguém acredita. O Pedagogo deve distinguir-se do político que arranja sempre uma desculpa razoável: “Interpretaram mal as suas palavras”.
O bom pedagogo é o que sabe que a fatuidade é privilégio dos ignorantes. É humilde, porque sabe que o que sabe é muito pouco. O bom pedagogo acredita no que faz, é curioso e tem espírito de aventura. Tem força de vontade e deseja que os que são a razão de ser da sua profissão, tenham voz e ideias. O bom pedagogo é o que passa despercebido e proporciona as condições para que os seus pupilos brilhem.
O bom pedagogo sabe que a sua profissão só faz sentido se os seus alunos ou formandos, rejuvenescerem de entusiasmo, desenvolverem as suas potencialidades e ousarem ser pessoas.

António Mão de Ferro
Fonte: Blog Estrolabio

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